De onde vem os animais do circo?
Os animais que vemos nos circos, normalmente são animais silvestres, muitas vezes em vias de extinção, capturados apenas com alguns meses de vida após a morte dos seus pais por parte dos homens, outros são comprados nos jardins zoológicos ou até mesmo a outros circos.
Vida em cativeiro
São treinados diariamente para o espectáculo na maioria das vezes com métodos bastante cureis, nomeadamente, com chicotadas, choques eléctricos, objectos pontiagudos, espancamentos com barras de ferro e pedaços de pau, entre outros. Na maioria dos casos são lhes cortados as garras para que não representem tanto perigo para o seu treinador. A violência e o medo fazem parte do dia-a-dia destes animais e são os ingredientes para que a actuação destes aconteça. Como se tudo isto não bastasse ainda são sujeitos a viverem acorrentados ou presos em jaulas minúsculas sem as mínimas condições de higiene.
O Stress e os Distúrbios Comportamentais
A maioria desses animais adquire comportamentos neuróticos por viverem condições referidas anteriormente, nomeadamente a repetição permanente dos mesmos movimentos sem sentido, que indicam que os animais estão já afastados do mundo, de tal modo estão perturbados pela sua escravidão no circo. Outros comportamentos estereotipados, como a auto-mutilação, a coprofagia (comem as próprias fezes), o constante abanar da cabeça, o caminharem incessantemente para a frente e para trás ou de um lado para o outro, entre outros, tomam conta dos animais, que necessariamente cedem à pressão e entram num autêntico estado de loucura.
Durante o transporte, os animais viajam em condições equitativamente desumanas, sujeitos a todas as condições climatéricas, expostos ao frio e ao calor, mesmo quando as suas características biológicas colidem absolutamente com estas condições. Muitos animais ficam feridos e com deficiências físicas crónicas resultantes do uso de correntes com que são presos durante muito do seu tempo de reclusão. Outros animais exibem ferimentos que nunca são tratados. Mesmo para os animais que têm direito a ser mantidos em espaços pequenos de recreio, como acontece por vezes com cães, póneis, lamas e camelos, é muito comum que, para viagens do circo de uma localidade para outra que demorem apenas uma hora, os animais estejam fechados nos vagões durante mais de dezasseis horas. Para os animais que nunca têm espaços de recreio, a chegada a uma nova localidade apenas significa que poderão respirar um pouco melhor, pelo facto das suas jaulas/vagão passarem a estar mais abertas (estando fechadas durante as viagens), mas onde continuam a ser mantidos.
Substituir animais por arte é uma tendência mundial e irreversível.
Cada animal utilizado num circo significa um emprego a menos, um artista desempregado, um malabarista no farol das grandes cidades, e um animal escravizado e condenado a viver pelo resto da vida enjaulado, obrigado a desempenhar um papel completamente incompatível com sua natureza.
Ao proibir o uso de animais, surgiram mais oportunidades de empregos para artistas humanos de talento inquestionável, a diversão continua garantida e a sociedade será mais justa, visto que o exemplo dado às crianças será de esforço e superação humana, e não de exploração e pela força. Alguns dos melhores e mais respeitados circos do mundo, como o nacional Circo Spacial e o canadense Cirque du Soleil, não utilizam animais em seus números, e são exemplos de que a verdadeira arte vai muito além da imaginação.
O que fazer para acabar com o circo com animais?
- Não vá a circos que usem animais no espectáculo;
- Sensibilize as pessoas perante os maus-tratos a animais no circo para que estas não assistam a circos com essas características;
- Divulgue os factos das mais variáveis maneiras, como panfletos, cartazes, sites etc.
- Denuncie, chame a polícia e faça um TC (cite o Art. 32 da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98) lei que proíbe estes casos. Caso essa lei não exista onde reside, pressione os políticos a promulgá-la. Recolha uma lista de assinaturas em papel com nome, endereço e RG, e entregue-o à Câmara dos Vereadores. (Não custa tentar)
- Fotografe e/ou filme os animais durante o processo de domesticação, nos locais em que ficam alojados, durante e após a apresentação - provas e documentos são fundamentais para combater os maus-tratos a animais nos circos.
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